NOTÍCIAS EM DESTAQUE
Aids, Cresce o Número de Casos entre Heterossexuais
(Disponível em www.odontoconcursos.com.br)
Levantamento liberado pelo Ministério da Saúde mostra
que entre as formas de transmissão dos 19.373 novos casos
da doença registrados até setembro deste ano, 42%
são provenientes de relações heterossexuais,
35% de relações homo ou bissexuais e 23% são
provenientes de usuários de drogas injetáveis.
Os novos dados mostram queda no número de novos casos registrados
anualmente, que se mantinha entre 20 e 22 mil desde o ano 2000,
mas aponta para o crescimento da doença entre os heterossexuais.
No Brasil a taxa média de contaminação é
de 15,2 caos para cada 100 mil habitantes, sendo que entre os homens
a taxa alcança 19,3%, existindo uma proporção
de 1,8 caso masculino para cada caso feminino que vem se mantendo
há pelo menos 03 anos. Houve queda de 30% na transmissão
vertical da doença e os números relativos a transmissão
por transfusão sangüínea representaram apenas
0,1% do total de casos.
População Possui Baixo Nível
de Informação em Relação a Aids
(Disponível em www.odontoconcursos.com.br)
Pesquisa realizada pela rede BBC em quatro grandes capitais brasileiras,
mostrou que 61% dos entrevistados não acreditam que a Aids
possa levar a morte. Cerca de 28% desconhecem que a mãe durante
a gravidez pode transmitir o vírus ao filho e 25% acreditam
que podem contrair a doença ao compartilhar objetos de uso
pessoal com os doentes.
A pesquisa foi realizada em agosto no Rio, São Paulo, Porto
Alegre e Belo Horizonte com cerca de 1000 pessoas através
do telefone e também foi realizada em outros 15 países.
Os estudos comparativos com os dados obtidos pela pesquisa em outros
países mostram que os brasileiros possuem o maior nível
de desconhecimento sobre a Aids .
Estudo da OMS Prevê Aumento dos Casos de
Diabetes no Brasil
(Disponível em www.odontoconcursos.com.br)
Brasil, de acordo com dados de 2000 da OMS, possui cerca de 4,6
milhões de pessoas com diabetes. Um novo estudo divulgado
recentemente pela instituição mostra que no ano de
2030 o número de doentes terá mais que dobrado passando
a ser de 11,3 milhões. O estudo quantifica em 176 milhões
os doentes em todo o mundo, prevendo para 2030 que sejam 370 milhões.
A doença, possui aliados poderosos como a alimentação
desequilibrada e o sedentarismo típicos da vida moderna .
De cada 20 mortes no mundo uma está associada a diabetes.
Planta medicinal interfere em diagnósticos
de doenças
(Disponível em www.comciencia.br)
"Se bem não fizer, mal também não fará". Essa expressão popular traduz o pensamento de muitas pessoas que usam chás e compostos naturais para tratar os mais diferentes males. No entanto, o consumo de remédios naturais antes de exames clínicos pode interferir no diagnóstico de doenças, como acontece com alguns medicamentos alopáticos. É o que mostra a dissertação de mestrado "Avaliação dos efeitos do extrato etanólico de Curatella americana sobre a marcação de elementos sanguíneos com tecnécio 99-m", defendida recentemente por Fernanda Rocha Soares, aluna do Departamento de Fisiologia e Biofísica do Instituto de Biologia da Unicamp.
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| Foto: Instituto de Biologia/Unicamp |
A pesquisadora estudou os efeitos da espécie Curatella americana
em exames e diagnósticos da medicina nuclear. A espécie,
popularmente conhecida como lixeira e cajueiro-bravo, pode ser encontrada
do México a São Paulo e é muito utilizada na
região da Mata Atlântica no tratamento de úlceras
e de problemas respiratórios, como tosse, bronquite e resfriados.
As propriedades antiulcerogênica da espécie já
foram comprovadas cientificamente.
Soares analisou a interação da planta com o tecnécio
99-metaestável, fármaco radioativo utilizado em avaliações
clínicas, como a cintilografia, para visualizar imagens do
cérebro, das glândulas salivares e da tireóide.
Associado a outras substâncias, permite obter imagens de ossos,
fígado, pulmão, rins, entre outros órgãos.
O tecnécio 99-m também é usado, por exemplo,
para verificar se um paciente está em condições
de passar por uma cirurgia.
Ela constatou que o uso da Curatella americana altera a distribuição
do radiofármaco no organismo, bem como sua ligação
aos elementos sangüíneos ou a outras moléculas,
o que impede a precisão no diagnóstico de doenças.
"Uma pessoa nunca poderia consumir a Curatella antes de fazer
um exame desses", afirma Soares.
De acordo com a pesquisadora, o problema é que, antes da
realização de exames clínicos da medicina nuclear,
os médicos apenas se preocupam em perguntar ao paciente sobre
o uso de medicamentos alopáticos, ignorando os fitoterápicos.
"Ninguém pergunta se o paciente usa algum tipo de produto
natural", observa.
Um dos objetivos do trabalho é conscientizar a classe médica
sobre os efeitos das plantas medicinais no organismo, já
que outras espécies também podem causar esse tipo
de problema. A pesquisadora lembra que pesquisas anteriores já
haviam demonstrado a interferência de alimentos da dieta regular
de grande parte das pessoas, como o chuchu e o tomate, no resultado
de exames clínicos.
Para Soares, o meio acadêmico tem estudado cada vez mais os
produtos naturais, mas poucas pessoas fazem o uso correto das plantas
medicinais. "O grande vilão ainda é a ignorância
da população. As pessoas acham que podem tomar chás
de plantas à vontade que não vai fazer mal",
conclui.
Estudo revela contradições da pós-graduação
brasileira (Disponível em www.comciencia.br)
Um olhar sobre a história da implantação da
pós-graduação no Brasil aponta as tradições
acadêmicas adotadas como modelo e uma série de conseqüentes
contradições, como a dependência científico-cultural
brasileira em relação aos países desenvolvidos,
a incompatibilidade entre títulos concedidos no Brasil e
no exterior e o rigor dos mestrados brasileiros. Essas são
as conclusões do trabalho "Tradições e
contradições da pós-graduação
no Brasil", de Cássio Miranda dos Santos, doutor em
educação pela Unesp e professor do Centro Universitário
de Belo Horizonte (Uni-BH), publicado na revista Educação
& Sociedade (v. 24 n. 83).
De acordo com o autor, as duas tendências mais fortes que
marcaram a pós-graduação brasileira foram a
européia, adotada principalmente na USP, e a norte-americana,
adotada no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA),
na Universidade Federal de Viçosa e na Universidade Federal
do Rio de Janeiro (UFRJ), entre outras. Segundo Santos, o modelo
norte-americano foi o que deixou as principais marcas no Brasil,
na estrutura dos cursos e em seus currículos.
"A tomada da pós-graduação norte-americana
como padrão seria interessante se fosse encarada como um
processo de fertilização, adaptado às condições
e ao contexto nacionais. A transplantação de um modelo,
ao contrário, revela mimetismo", avalia. Santos lembra
que nos anos 80, o físico Ernest Hambuger já criticava
a estrutura da pós-graduação brasileira, propondo
que os cursos desenvolvessem linhas de pesquisa de maior interesse
para o país, livres dos modismos internacionais, e definissem
programas e currículos que partissem da realidade e das aspirações
do Brasil.
O problema dessa proposta, segundo Santos, estava na dificuldade
de publicar trabalhos no exterior sobre temas específicos
da realidade brasileira. "O valor do cientista depende do impacto
internacional que seu trabalho tem e da consonância do tema
de sua pesquisa com os interesses dos países desenvolvidos.
A interferência da United States Agency for International
Development (Usaid) nos rumos da educação brasileira
na década de 60 deve ser entendida sob esta ótica",
diz.
A adoção de modelos de pós-graduação
de outros países não garante a correlação
de títulos concedidos aqui com os obtidos fora do Brasil.
"A incompatibilidade entre títulos de pós-graduação
expedidos pelas universidades brasileiras e estrangeiras é
tamanha que a USP não aceita como equivalentes a mestrado
e doutorado (para fins de revalidação) diversos títulos
obtidos na França", exemplifica. Alguns títulos
de doutorado franceses, que equivalem a um PhD norte-americano,
são aceitos como mestrado no Brasil.
Santos diz que o nivelamento entre os títulos de doutor e
PhD encontra muita resistência no Brasil, devido ao prestígio
social muito superior de que este último goza. Ele explica,
no entanto, que em sua origem, na Alemanha, o título de PhD
(Philosophy Doctor) era concedido à pessoa que concluísse
um doutorado em qualquer área de ciências ou letras,
na antiga Faculdade de Artes alemã, que se tornou depois
Faculdade de Filosofia.
O estudo de Santos também destaca o rigor dos critérios
de avaliação dos alunos de mestrado no Brasil. "A
própria Capes reconhece que um dos aspectos problemáticos
da pós-graduação brasileira seria o superdimensionamento
do papel dos mestrados, muitas vezes organizados como verdadeiros
pequenos doutorados", revela. Ele conta que em 1998, Adalberto
Vasquez, então diretor da Capes, admitiu que essa rigidez
na avaliação era um dos fatores que poderia levar
à evasão de estudantes brasileiros para o exterior.
"O mestrado brasileiro vive uma grande ambigüidade desde
a sua instituição, em 1965, pois adotou o modelo norte-americano
para a estrutura, mas não adotou o mesmo modelo em termos
de exigência", conclui.
Histórico
No início da década de 30, a proposta do Estatuto
das Universidades Brasileiras já sugeria a implantação
de pós-graduação no Brasil nos moldes europeus.
O modelo proposto foi implementado no curso de direito da Universidade
do Rio de Janeiro, na Faculdade Nacional de Filosofia e na USP.
Aquele Estatuto só viria a ser aprovado mais tarde, e na
década de 40, apareceria formalmente pela primeira vez o
termo "pós-graduação" em seu artigo
71.
Nos anos 50, foram firmados acordos entre Brasil e Estados Unidos
para intercâmbio de estudantes, pesquisadores e professores;
mas o grande impulso da pós-graduação brasileira
só se deu na década de 60, com o convênio entre
a Universidade do Brasil (futura UFRJ) e a Fundação
Ford, para a adoção do modelo norte-americano nas
áreas de ciências físicas e biológicas,
e a criação da Comissão Coordenadora dos Programas
de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe) na mesma
universidade.
A implantação formal dos cursos de pós-graduação
no Brasil se dá definitivamente em 1965 com o Parecer nº
977 do Conselho Federal de Educação, que estabelecia
dois níveis independentes e sem relação de
pré-requisitos entre o primeiro e o segundo (mestrado e doutorado),
além de definir que os currículos seriam compostos
conforme o modelo norte-americano de pós-graduação.
Extensão universitária é destacada em prêmio
para UFRJ (Disponível em www.comciencia.br)
Cerca de 80 pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro
(UFRJ) mobilizaram lideranças locais de 163 bairros, divididos
em 7 municípios do Rio de Janeiro, para trabalhar com as
questões relacionadas ao lixo e saneamento básico.
O "Projeto de Mobilização Social e Participação
Comunitária" participou assim do Programa de Despoluição
da Baía de Guanabara, com o objetivo de contribuir para sensibilizar
a população, atingida pelas obras de despoluição,
acerca da importância de sua participação no
processo de recuperação ambiental da Baía.
O projeto faz parte de um conjunto de pesquisas da UFRJ premiadas
pela Unesco, no último dia 07 de novembro com o Unitwin Award,
um reconhecimento pelo trabalho realizado nos últimos dez
anos na área de Ciências Sociais. A Unesco selecionou
16 cátedras para premiação, dentre as 530,
que a própria instituição apoia no mundo.
A cátedra de Desenvolvimento Durável da UFRJ está
ligada ao Programa de Estudos Interdisciplinares de Comunidades
e Ecologia Social (EICOS), um núcleo de ensino e pesquisa
do Instituto de Psicologia da UFRJ, que reúne 14 professores
e cerca de 120 alunos de pós-graduação estruturados
em torno de três eixos de pesquisa: "Comunidade, Meio
Ambiente e Desenvolvimento", "Gênero, Desenvolvimento
e Meio Ambiente" e "Epistemologia e Ética, Saberes,
Subjetividades e Desenvolvimento".
A implantação da Cátedra de Desenvolvimento
Durável ocorreu em 1993, com o objetivo de implantar programas
de cooperação interuniversitária entre os centros
nacionais e do exterior, compreendendo um conjunto de atividades
no âmbito da pesquisa, da informação, da documentação
e da formação superior. No caso do Programa EICOS,
as pesquisas desenvolvidas baseiam-se na proposta de inclusão
dos pesquisados na produção dos resultados tornando-se,
também, atores desse processo. Esse entendimento acabou por
promover a união entre a pesquisa e a extensão, resultando
nos diferentes projetos sociais que foram premiados por seu conjunto
de atuação.
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| Foto: Laboratório de Imagens/Programa EICOS/UFRJ |
O reconhecimento desses projetos traz à tona a importância
da extensão na universidade. Para Tânia Maciel, pesquisadora
do Programa EICOS e coordenadora do projeto de Despoluição
da Baía de Guanabara, "a extensão é cada
vez mais importante na universidade de hoje, principalmente quando
se pensa em aspectos como a valorização das culturas
e identidades locais. Não é mais possível que
a universidade trabalhe apenas com as questões teóricas.
A teoria é muito importante, mas a troca com as comunidades,
com suas aspirações e desejos é fundamental",
diz a pesquisadora.
Apesar da importância da extensão universitária,
Maciel destaca a escassez de espaços de divulgação,
a falta de reconhecimento acadêmico e de financiamentos, como
algumas das dificuldades para o desenvolvimento de projetos interdisciplinares
que tenham uma preocupação com a prática social.
Para ela, o diálogo com as pessoas e comunidades não-acadêmicas
é o ponto de diferenciação entre os projetos
que buscam ser atuantes socialmente e a universidade que se fecha
nela mesma.
No Plano Nacional de Extensão Universitária, documento
elaborado em 2001 pelos pró-reitores de extensão das
universidades públicas brasileiras, a extensão é
vista como "a atividade acadêmica capaz de imprimir um
novo rumo à universidade brasileira e de contribuir significativamente
para a mudança da sociedade".
Dieta balanceada pode reduzir chances de infarto
(Disponível em www.comciencia.br)
O diabetes é um dos principais fatores de risco para as
doenças cardiovasculares. Estimativas apontam que, dos 300
mil brasileiros que morrem todos os anos, vítimas de problemas
no coração, 40% são diabéticos. Tendo
em vista estatísticas como essa, uma pesquisa da área
de ciência dos alimentos da USP, desenvolveu um tratamento
que pode ser um novo aliado no combate à essas doenças,
principalmente o infarto. O tratamento prevê uma dieta balanceada,
com quantidades adequadas de ácido fólico e vitamania
B12 e B6, e foi apresentado durante o 7º Congresso Nacional
da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição
(SBAN), pela pesquisadora Sandra Soares Melo.
Durante dois anos, a pesquisadora atendeu pacientes diabéticos
do Programa de Hipertensão e Diabetes, na Unidade de Saúde
Central do município de Camboriú, e constatou que
dos 83 pacientes atendidos, 30% apresentavam uma alta taxa de homoscisteína
- um aminoácio presente no sangue que, em altas taxas, pode
aumentar o fator de risco para as doenças do coração.
A pesquisa, desenvolvida como doutorado, partiu da hipótese
de que uma suplementação com ácido fólico
na dieta desses pacientes poderia reverter as taxas elevadas do
aminoácido. Durante três meses, os diabéticos
que apresentavam uma taxa alta de homocisteína receberam
a suplementação de 1mg/dia de ácido fólico.
Ao término da pesquisa, foi verificada uma reversão
do quadro em todos pacientes.
Soares explicou que a homocisteína é um aminoácido
natural que se converte em outro aminoácido chamado cistationa.
Para que esse processo de conversão ocorra são necessários
co-fatores naturais que regulam essas reações, como
vitaminas B6 e B12, betaína e ácido fólico.
Se na dieta alimentar esses elementos são deficientes, o
organismo passa a acumular homocisteína, hoje conhecida como
a grande inimiga do coração - assim como um dos tipos
de colesterol. Estudos recentes comprovam que esse aminoácido
inicia as lesões vasculares que levam ao infarto. Nos países
desenvolvidos, a homocisteína elevada - chamada cientificamente
de hiperhomocisteinemia - é considerada um fator de risco
pior do que o colesterol.
De acordo com a pesquisadora, uma das hipóteses para explicar
o envolvimento da homocisteína em doenças cardiovasculares
é que esse aminoácido acumulado no sangue e nos tecidos
junta-se ao LDL-colesterol; e uma célula imunológica,
o macrófago, engole a dupla "O trio se torna uma célula
espumosa, que se deposita na artéria e origina placas de
gordura", explica Soares.
A taxa elevada de homocisteína também pode ser causada
por uma mutação genética. Mas, a maioria das
pessoas que apresentam esse problema tem, de acordo com Soares,
uma alimentação inadequada. No estudo da pesquisadora,
apenas 8% dos pacientes tinham o problema relacionado à mutação
genética; o restante apresentava deficiências na alimentação.
Além disso, Soares destaca que a suplementação
do ácido fólico na dieta conseguiu reverter as taxas
altas de homocisteína até mesmo nos casos desencadeados
geneticamente.
"Estudos adicionais são necessários para confirmar
se as mutações no gene das enzimas envolvidas no metabolismo
da homocisteína e se o excesso desse aminoácido no
sangue são fatores de risco independentes para as doenças
vasculares", diz a pesquisadora. Segundo ela, um estudo em
andamento, coordenado por pesquisadores canadenses, deve contribuir
para esses esclarecimentos. "O estudo acompanha cinco mil voluntários
em diversos lugares do mundo e há 300 brasileiros participando
dele. O trabalho terminará em 2005 e será importante
para elucidar o papel da homocisteína como fator de risco
para doenças vasculares e a função das vitaminas
do complexo B na proteção do coração",
diz.
Para Soares, com os resultados de sua pesquisa haverá a possibilidade,
frente aos novos estudos, de confirmar as mutações
e hiperhomocisteinemia como fatores de risco para doenças
vasculares, e traçar estratégias para a prevenção
ou controle da progressão dessas doenças, principais
responsáveis pela morbidade e mortalidade da população
nos dias atuais.
A pesquisadora ressalta que para evitar as altas taxas desse aminoácido
é preciso uma dieta balanceada contendo todos os nutrientes
e quantidades razoáveis de ácido fólico, vitaminas
B12 e B6. "Entre as maiores fontes desses nutrientes estão
as carnes magras, fígado, vegetais folhosos verde escuros,
pescados, leite e queijos", afirma. Segundo ela, os indivíduos
mais idosos, do sexo masculino, que fumam, bebem, com problemas
renais, hipertensão e deficiência dessas vitaminas
apresentam maior propensão a ter taxas elevadas de homocisteína
no sangue.
Infarto
A cada ano o número de mortes causadas por doenças
cardiovasculares cresce. Hoje, o Brasil registra pelo menos 300
mil mortes por ano. No mundo, são 17 milhões de vítimas
fatais de infarto. Estima-se que em 2020, mais de 25 milhões
de mortes serão causadas por essas doenças. O infarto
é a falta de circulação em uma área
do músculo cardíaco, cujas células morrem por
ficarem sem receber sangue com oxigênio e nutrientes. A interrupção
do fluxo de sangue para o coração pode acontecer por
diferentes causas, como o acúmulo de gordura nas paredes
das coronárias, impedindo que o sangue flua, ou um espasmo,
provocado pelo estresse, pode ser suficiente para fechar a passagem
da circulação. O principal sinal de que uma pessoa
está sofrendo um infarto é a dor muito forte no peito,
que pode se irradiar pelo braço esquerdo e pela região
do estômago. A dor vem acompanhada de tonturas, suor, náusea,
respiração curta ou falta de ar e sensação
de plenitude gástrica.
NOTÍCIAS DA SOCIEDADE
Atlas de Doenças da Boca - O
Atlas Online de Doenças da Boca, da Sociedade Brasileira
de Estomatologia, é um serviço que será disponibilizado
pela SOBEP em seu website e constará de um banco de dados
de imagens de doenças que afetam a boca, incluindo seus aspectos
clínicos, histopatológicos, radiográficos e
outros pertinentes, com um breve texto descritivo associado. Todos
os sócios da SOBEP são convidados e estimulados a colaborar
na construção do Atlas e a partir deste mês
as contribuições já podem ser enviadas. Para
obter mais informações sobre as normas do Atlas e
como colaborar clique aqui.
Solicitamos aos prezados colegas que nos informem de datas de eventos,
congressos, encontros, jornadas e defesas de dissertações
e teses, para que possamos divulgar em nossos próximos boletins.
Atenciosamente,
Diretoria de SOBEP