Boletim Mensal Novembro 2003 - SOBEP - Sociedade Brasileira de Estomatologia e Patologia Oral
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Boletim Mensal - Novembro 2003

NOTÍCIAS EM DESTAQUE

Aids, Cresce o Número de Casos entre Heterossexuais
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Levantamento liberado pelo Ministério da Saúde mostra que entre as formas de transmissão dos 19.373 novos casos da doença registrados até setembro deste ano, 42% são provenientes de relações heterossexuais, 35% de relações homo ou bissexuais e 23% são provenientes de usuários de drogas injetáveis.
Os novos dados mostram queda no número de novos casos registrados anualmente, que se mantinha entre 20 e 22 mil desde o ano 2000, mas aponta para o crescimento da doença entre os heterossexuais.
No Brasil a taxa média de contaminação é de 15,2 caos para cada 100 mil habitantes, sendo que entre os homens a taxa alcança 19,3%, existindo uma proporção de 1,8 caso masculino para cada caso feminino que vem se mantendo há pelo menos 03 anos. Houve queda de 30% na transmissão vertical da doença e os números relativos a transmissão por transfusão sangüínea representaram apenas 0,1% do total de casos.


População Possui Baixo Nível de Informação em Relação a Aids
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Pesquisa realizada pela rede BBC em quatro grandes capitais brasileiras, mostrou que 61% dos entrevistados não acreditam que a Aids possa levar a morte. Cerca de 28% desconhecem que a mãe durante a gravidez pode transmitir o vírus ao filho e 25% acreditam que podem contrair a doença ao compartilhar objetos de uso pessoal com os doentes.
A pesquisa foi realizada em agosto no Rio, São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte com cerca de 1000 pessoas através do telefone e também foi realizada em outros 15 países. Os estudos comparativos com os dados obtidos pela pesquisa em outros países mostram que os brasileiros possuem o maior nível de desconhecimento sobre a Aids .


Estudo da OMS Prevê Aumento dos Casos de Diabetes no Brasil
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Brasil, de acordo com dados de 2000 da OMS, possui cerca de 4,6 milhões de pessoas com diabetes. Um novo estudo divulgado recentemente pela instituição mostra que no ano de 2030 o número de doentes terá mais que dobrado passando a ser de 11,3 milhões. O estudo quantifica em 176 milhões os doentes em todo o mundo, prevendo para 2030 que sejam 370 milhões.
A doença, possui aliados poderosos como a alimentação desequilibrada e o sedentarismo típicos da vida moderna . De cada 20 mortes no mundo uma está associada a diabetes.

Planta medicinal interfere em diagnósticos de doenças
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"Se bem não fizer, mal também não fará". Essa expressão popular traduz o pensamento de muitas pessoas que usam chás e compostos naturais para tratar os mais diferentes males. No entanto, o consumo de remédios naturais antes de exames clínicos pode interferir no diagnóstico de doenças, como acontece com alguns medicamentos alopáticos. É o que mostra a dissertação de mestrado "Avaliação dos efeitos do extrato etanólico de Curatella americana sobre a marcação de elementos sanguíneos com tecnécio 99-m", defendida recentemente por Fernanda Rocha Soares, aluna do Departamento de Fisiologia e Biofísica do Instituto de Biologia da Unicamp.

Foto: Instituto de Biologia/Unicamp

A pesquisadora estudou os efeitos da espécie Curatella americana em exames e diagnósticos da medicina nuclear. A espécie, popularmente conhecida como lixeira e cajueiro-bravo, pode ser encontrada do México a São Paulo e é muito utilizada na região da Mata Atlântica no tratamento de úlceras e de problemas respiratórios, como tosse, bronquite e resfriados. As propriedades antiulcerogênica da espécie já foram comprovadas cientificamente.
Soares analisou a interação da planta com o tecnécio 99-metaestável, fármaco radioativo utilizado em avaliações clínicas, como a cintilografia, para visualizar imagens do cérebro, das glândulas salivares e da tireóide. Associado a outras substâncias, permite obter imagens de ossos, fígado, pulmão, rins, entre outros órgãos. O tecnécio 99-m também é usado, por exemplo, para verificar se um paciente está em condições de passar por uma cirurgia.
Ela constatou que o uso da Curatella americana altera a distribuição do radiofármaco no organismo, bem como sua ligação aos elementos sangüíneos ou a outras moléculas, o que impede a precisão no diagnóstico de doenças. "Uma pessoa nunca poderia consumir a Curatella antes de fazer um exame desses", afirma Soares.
De acordo com a pesquisadora, o problema é que, antes da realização de exames clínicos da medicina nuclear, os médicos apenas se preocupam em perguntar ao paciente sobre o uso de medicamentos alopáticos, ignorando os fitoterápicos. "Ninguém pergunta se o paciente usa algum tipo de produto natural", observa.
Um dos objetivos do trabalho é conscientizar a classe médica sobre os efeitos das plantas medicinais no organismo, já que outras espécies também podem causar esse tipo de problema. A pesquisadora lembra que pesquisas anteriores já haviam demonstrado a interferência de alimentos da dieta regular de grande parte das pessoas, como o chuchu e o tomate, no resultado de exames clínicos.
Para Soares, o meio acadêmico tem estudado cada vez mais os produtos naturais, mas poucas pessoas fazem o uso correto das plantas medicinais. "O grande vilão ainda é a ignorância da população. As pessoas acham que podem tomar chás de plantas à vontade que não vai fazer mal", conclui.
Estudo revela contradições da pós-graduação brasileira (Disponível em www.comciencia.br)

Um olhar sobre a história da implantação da pós-graduação no Brasil aponta as tradições acadêmicas adotadas como modelo e uma série de conseqüentes contradições, como a dependência científico-cultural brasileira em relação aos países desenvolvidos, a incompatibilidade entre títulos concedidos no Brasil e no exterior e o rigor dos mestrados brasileiros. Essas são as conclusões do trabalho "Tradições e contradições da pós-graduação no Brasil", de Cássio Miranda dos Santos, doutor em educação pela Unesp e professor do Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni-BH), publicado na revista Educação & Sociedade (v. 24 n. 83).

De acordo com o autor, as duas tendências mais fortes que marcaram a pós-graduação brasileira foram a européia, adotada principalmente na USP, e a norte-americana, adotada no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), na Universidade Federal de Viçosa e na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), entre outras. Segundo Santos, o modelo norte-americano foi o que deixou as principais marcas no Brasil, na estrutura dos cursos e em seus currículos.

"A tomada da pós-graduação norte-americana como padrão seria interessante se fosse encarada como um processo de fertilização, adaptado às condições e ao contexto nacionais. A transplantação de um modelo, ao contrário, revela mimetismo", avalia. Santos lembra que nos anos 80, o físico Ernest Hambuger já criticava a estrutura da pós-graduação brasileira, propondo que os cursos desenvolvessem linhas de pesquisa de maior interesse para o país, livres dos modismos internacionais, e definissem programas e currículos que partissem da realidade e das aspirações do Brasil.

O problema dessa proposta, segundo Santos, estava na dificuldade de publicar trabalhos no exterior sobre temas específicos da realidade brasileira. "O valor do cientista depende do impacto internacional que seu trabalho tem e da consonância do tema de sua pesquisa com os interesses dos países desenvolvidos. A interferência da United States Agency for International Development (Usaid) nos rumos da educação brasileira na década de 60 deve ser entendida sob esta ótica", diz.
A adoção de modelos de pós-graduação de outros países não garante a correlação de títulos concedidos aqui com os obtidos fora do Brasil. "A incompatibilidade entre títulos de pós-graduação expedidos pelas universidades brasileiras e estrangeiras é tamanha que a USP não aceita como equivalentes a mestrado e doutorado (para fins de revalidação) diversos títulos obtidos na França", exemplifica. Alguns títulos de doutorado franceses, que equivalem a um PhD norte-americano, são aceitos como mestrado no Brasil.
Santos diz que o nivelamento entre os títulos de doutor e PhD encontra muita resistência no Brasil, devido ao prestígio social muito superior de que este último goza. Ele explica, no entanto, que em sua origem, na Alemanha, o título de PhD (Philosophy Doctor) era concedido à pessoa que concluísse um doutorado em qualquer área de ciências ou letras, na antiga Faculdade de Artes alemã, que se tornou depois Faculdade de Filosofia.

O estudo de Santos também destaca o rigor dos critérios de avaliação dos alunos de mestrado no Brasil. "A própria Capes reconhece que um dos aspectos problemáticos da pós-graduação brasileira seria o superdimensionamento do papel dos mestrados, muitas vezes organizados como verdadeiros pequenos doutorados", revela. Ele conta que em 1998, Adalberto Vasquez, então diretor da Capes, admitiu que essa rigidez na avaliação era um dos fatores que poderia levar à evasão de estudantes brasileiros para o exterior. "O mestrado brasileiro vive uma grande ambigüidade desde a sua instituição, em 1965, pois adotou o modelo norte-americano para a estrutura, mas não adotou o mesmo modelo em termos de exigência", conclui.

Histórico
No início da década de 30, a proposta do Estatuto das Universidades Brasileiras já sugeria a implantação de pós-graduação no Brasil nos moldes europeus. O modelo proposto foi implementado no curso de direito da Universidade do Rio de Janeiro, na Faculdade Nacional de Filosofia e na USP. Aquele Estatuto só viria a ser aprovado mais tarde, e na década de 40, apareceria formalmente pela primeira vez o termo "pós-graduação" em seu artigo 71.
Nos anos 50, foram firmados acordos entre Brasil e Estados Unidos para intercâmbio de estudantes, pesquisadores e professores; mas o grande impulso da pós-graduação brasileira só se deu na década de 60, com o convênio entre a Universidade do Brasil (futura UFRJ) e a Fundação Ford, para a adoção do modelo norte-americano nas áreas de ciências físicas e biológicas, e a criação da Comissão Coordenadora dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe) na mesma universidade.

A implantação formal dos cursos de pós-graduação no Brasil se dá definitivamente em 1965 com o Parecer nº 977 do Conselho Federal de Educação, que estabelecia dois níveis independentes e sem relação de pré-requisitos entre o primeiro e o segundo (mestrado e doutorado), além de definir que os currículos seriam compostos conforme o modelo norte-americano de pós-graduação.
Extensão universitária é destacada em prêmio para UFRJ (Disponível em www.comciencia.br)

Cerca de 80 pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) mobilizaram lideranças locais de 163 bairros, divididos em 7 municípios do Rio de Janeiro, para trabalhar com as questões relacionadas ao lixo e saneamento básico. O "Projeto de Mobilização Social e Participação Comunitária" participou assim do Programa de Despoluição da Baía de Guanabara, com o objetivo de contribuir para sensibilizar a população, atingida pelas obras de despoluição, acerca da importância de sua participação no processo de recuperação ambiental da Baía.
O projeto faz parte de um conjunto de pesquisas da UFRJ premiadas pela Unesco, no último dia 07 de novembro com o Unitwin Award, um reconhecimento pelo trabalho realizado nos últimos dez anos na área de Ciências Sociais. A Unesco selecionou 16 cátedras para premiação, dentre as 530, que a própria instituição apoia no mundo.

A cátedra de Desenvolvimento Durável da UFRJ está ligada ao Programa de Estudos Interdisciplinares de Comunidades e Ecologia Social (EICOS), um núcleo de ensino e pesquisa do Instituto de Psicologia da UFRJ, que reúne 14 professores e cerca de 120 alunos de pós-graduação estruturados em torno de três eixos de pesquisa: "Comunidade, Meio Ambiente e Desenvolvimento", "Gênero, Desenvolvimento e Meio Ambiente" e "Epistemologia e Ética, Saberes, Subjetividades e Desenvolvimento".
A implantação da Cátedra de Desenvolvimento Durável ocorreu em 1993, com o objetivo de implantar programas de cooperação interuniversitária entre os centros nacionais e do exterior, compreendendo um conjunto de atividades no âmbito da pesquisa, da informação, da documentação e da formação superior. No caso do Programa EICOS, as pesquisas desenvolvidas baseiam-se na proposta de inclusão dos pesquisados na produção dos resultados tornando-se, também, atores desse processo. Esse entendimento acabou por promover a união entre a pesquisa e a extensão, resultando nos diferentes projetos sociais que foram premiados por seu conjunto de atuação.

Foto: Laboratório de Imagens/Programa EICOS/UFRJ

O reconhecimento desses projetos traz à tona a importância da extensão na universidade. Para Tânia Maciel, pesquisadora do Programa EICOS e coordenadora do projeto de Despoluição da Baía de Guanabara, "a extensão é cada vez mais importante na universidade de hoje, principalmente quando se pensa em aspectos como a valorização das culturas e identidades locais. Não é mais possível que a universidade trabalhe apenas com as questões teóricas. A teoria é muito importante, mas a troca com as comunidades, com suas aspirações e desejos é fundamental", diz a pesquisadora.
Apesar da importância da extensão universitária, Maciel destaca a escassez de espaços de divulgação, a falta de reconhecimento acadêmico e de financiamentos, como algumas das dificuldades para o desenvolvimento de projetos interdisciplinares que tenham uma preocupação com a prática social. Para ela, o diálogo com as pessoas e comunidades não-acadêmicas é o ponto de diferenciação entre os projetos que buscam ser atuantes socialmente e a universidade que se fecha nela mesma.
No Plano Nacional de Extensão Universitária, documento elaborado em 2001 pelos pró-reitores de extensão das universidades públicas brasileiras, a extensão é vista como "a atividade acadêmica capaz de imprimir um novo rumo à universidade brasileira e de contribuir significativamente para a mudança da sociedade".

Dieta balanceada pode reduzir chances de infarto
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O diabetes é um dos principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares. Estimativas apontam que, dos 300 mil brasileiros que morrem todos os anos, vítimas de problemas no coração, 40% são diabéticos. Tendo em vista estatísticas como essa, uma pesquisa da área de ciência dos alimentos da USP, desenvolveu um tratamento que pode ser um novo aliado no combate à essas doenças, principalmente o infarto. O tratamento prevê uma dieta balanceada, com quantidades adequadas de ácido fólico e vitamania B12 e B6, e foi apresentado durante o 7º Congresso Nacional da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN), pela pesquisadora Sandra Soares Melo.
Durante dois anos, a pesquisadora atendeu pacientes diabéticos do Programa de Hipertensão e Diabetes, na Unidade de Saúde Central do município de Camboriú, e constatou que dos 83 pacientes atendidos, 30% apresentavam uma alta taxa de homoscisteína - um aminoácio presente no sangue que, em altas taxas, pode aumentar o fator de risco para as doenças do coração. A pesquisa, desenvolvida como doutorado, partiu da hipótese de que uma suplementação com ácido fólico na dieta desses pacientes poderia reverter as taxas elevadas do aminoácido. Durante três meses, os diabéticos que apresentavam uma taxa alta de homocisteína receberam a suplementação de 1mg/dia de ácido fólico. Ao término da pesquisa, foi verificada uma reversão do quadro em todos pacientes.

Soares explicou que a homocisteína é um aminoácido natural que se converte em outro aminoácido chamado cistationa. Para que esse processo de conversão ocorra são necessários co-fatores naturais que regulam essas reações, como vitaminas B6 e B12, betaína e ácido fólico. Se na dieta alimentar esses elementos são deficientes, o organismo passa a acumular homocisteína, hoje conhecida como a grande inimiga do coração - assim como um dos tipos de colesterol. Estudos recentes comprovam que esse aminoácido inicia as lesões vasculares que levam ao infarto. Nos países desenvolvidos, a homocisteína elevada - chamada cientificamente de hiperhomocisteinemia - é considerada um fator de risco pior do que o colesterol.

De acordo com a pesquisadora, uma das hipóteses para explicar o envolvimento da homocisteína em doenças cardiovasculares é que esse aminoácido acumulado no sangue e nos tecidos junta-se ao LDL-colesterol; e uma célula imunológica, o macrófago, engole a dupla "O trio se torna uma célula espumosa, que se deposita na artéria e origina placas de gordura", explica Soares.
A taxa elevada de homocisteína também pode ser causada por uma mutação genética. Mas, a maioria das pessoas que apresentam esse problema tem, de acordo com Soares, uma alimentação inadequada. No estudo da pesquisadora, apenas 8% dos pacientes tinham o problema relacionado à mutação genética; o restante apresentava deficiências na alimentação. Além disso, Soares destaca que a suplementação do ácido fólico na dieta conseguiu reverter as taxas altas de homocisteína até mesmo nos casos desencadeados geneticamente.

"Estudos adicionais são necessários para confirmar se as mutações no gene das enzimas envolvidas no metabolismo da homocisteína e se o excesso desse aminoácido no sangue são fatores de risco independentes para as doenças vasculares", diz a pesquisadora. Segundo ela, um estudo em andamento, coordenado por pesquisadores canadenses, deve contribuir para esses esclarecimentos. "O estudo acompanha cinco mil voluntários em diversos lugares do mundo e há 300 brasileiros participando dele. O trabalho terminará em 2005 e será importante para elucidar o papel da homocisteína como fator de risco para doenças vasculares e a função das vitaminas do complexo B na proteção do coração", diz.

Para Soares, com os resultados de sua pesquisa haverá a possibilidade, frente aos novos estudos, de confirmar as mutações e hiperhomocisteinemia como fatores de risco para doenças vasculares, e traçar estratégias para a prevenção ou controle da progressão dessas doenças, principais responsáveis pela morbidade e mortalidade da população nos dias atuais.
A pesquisadora ressalta que para evitar as altas taxas desse aminoácido é preciso uma dieta balanceada contendo todos os nutrientes e quantidades razoáveis de ácido fólico, vitaminas B12 e B6. "Entre as maiores fontes desses nutrientes estão as carnes magras, fígado, vegetais folhosos verde escuros, pescados, leite e queijos", afirma. Segundo ela, os indivíduos mais idosos, do sexo masculino, que fumam, bebem, com problemas renais, hipertensão e deficiência dessas vitaminas apresentam maior propensão a ter taxas elevadas de homocisteína no sangue.

Infarto
A cada ano o número de mortes causadas por doenças cardiovasculares cresce. Hoje, o Brasil registra pelo menos 300 mil mortes por ano. No mundo, são 17 milhões de vítimas fatais de infarto. Estima-se que em 2020, mais de 25 milhões de mortes serão causadas por essas doenças. O infarto é a falta de circulação em uma área do músculo cardíaco, cujas células morrem por ficarem sem receber sangue com oxigênio e nutrientes. A interrupção do fluxo de sangue para o coração pode acontecer por diferentes causas, como o acúmulo de gordura nas paredes das coronárias, impedindo que o sangue flua, ou um espasmo, provocado pelo estresse, pode ser suficiente para fechar a passagem da circulação. O principal sinal de que uma pessoa está sofrendo um infarto é a dor muito forte no peito, que pode se irradiar pelo braço esquerdo e pela região do estômago. A dor vem acompanhada de tonturas, suor, náusea, respiração curta ou falta de ar e sensação de plenitude gástrica.


NOTÍCIAS DA SOCIEDADE

Atlas de Doenças da Boca - O Atlas Online de Doenças da Boca, da Sociedade Brasileira de Estomatologia, é um serviço que será disponibilizado pela SOBEP em seu website e constará de um banco de dados de imagens de doenças que afetam a boca, incluindo seus aspectos clínicos, histopatológicos, radiográficos e outros pertinentes, com um breve texto descritivo associado. Todos os sócios da SOBEP são convidados e estimulados a colaborar na construção do Atlas e a partir deste mês as contribuições já podem ser enviadas. Para obter mais informações sobre as normas do Atlas e como colaborar .

Solicitamos aos prezados colegas que nos informem de datas de eventos, congressos, encontros, jornadas e defesas de dissertações e teses, para que possamos divulgar em nossos próximos boletins.

Atenciosamente,
Diretoria de SOBEP


 


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A Sociedade Brasileira de Estomatologia e Patologia Oral (SOBEP) é uma entidade científica sem fins lucrativos,
que congrega cirurgiões-dentistas que se dedicam à prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças da boca.