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Estudos com alho e paládio apontam para inibição
de células cancerígenas
(Disponível em www.comciencia.br)
Testes in vitro acabam de confirmar a eficiência do composto
químico a base de alho e paládio no combate às
células cancerígenas do tipo cervical HeLa. Em busca
de medicamentos com atividades antitumorais, um grupo de pesquisadores
do Instituto de Química e da Faculdade de Ciências
Farmacêuticas da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus
de Araraquara, coordenados pelo químico Antonio Carlos Massabni,
estuda complexos que contêm substâncias de origem natural.
Para Massabni "uma das vantagens sobre o novo composto é
o fato de que, por ser em parte natural, devido à presença
do alho, resultará em menos efeitos colaterais como os provocados
pela quimioterapia tradicional". Além disso, "ser
solúvel em água vai facilitar a aplicação",
conclui.
Segundo Massabni, seu grupo vem trabalhando há mais de dez
anos com substâncias naturais que complexam metais, isto é,
substâncias que se ligam a metais formando outros compostos,
alguns dos quais apresentam aplicações na área
médica ou farmacêutica. Entre elas, o alho, que também
contém substâncias sulfuradas (enxofre), tem tido suas
propriedades estudas há muito tempo, sendo que muitas delas
são conhecidas não só pelas pessoas que buscam
medicamentos naturais, mas também pelos cientistas.
A pesquisa que resultou nesse novo composto, faz parte do trabalho
de doutorado de Pedro Paulo Corbi, que tem trabalhado com alguns
aminoácidos que são extraídos do alho. Em sua
pesquisa, Corbi estuda também a geração de
complexos formados entre as substâncias extraídas do
alho e de vários metais, dentre eles o paládio, do
mesmo grupo da platina, cujos compostos têm sido usados há
algum tempo no tratamento de câncer. Um bom exemplo é
a cisplatina, composto antitumoral, liberado para uso desde 1978.
Nessa busca, explica Massabni, "obtivemos um composto solúvel
em água formado por um aminoácido extraído
do alho e paládio. Este composto foi utilizado em testes
[in vitro] para verificar sua atividade diante das células
tumorais do tipo HeLa, que dão origem ao câncer cervical
humano". Após alguns testes, o composto revelou-se muito
eficiente contra a proliferação dessas células.
Em baixas concentrações, o composto impediu o crescimento
das células cancerígenas apresentando baixa toxicidade.
"Os resultados mostram que, quanto maior a concentração
do composto, maior sua eficácia", conclui. O pesquisador
exemplifica que em uma concentração de 170 microgramas
por mililitro de água, o crescimento das células tumorais
foi completamente inibido e, em uma concentração maior,
o composto bloqueou inclusive as células cancerosas bem desenvolvidas.
Os testes in vitro foram realizados pelos pesquisadores Cláudio
Miguel da Costa Neto, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas
da Unesp de Araraquara, e por sua estudante Andréia Galdin
Moreira. Segundo Massabni, testes em animais já foram iniciados
e os resultados pareceram promissores.
Massabni, explica que "os testes em pacientes, deverão
ocorrer após finalizarmos a fase de testes em animais, devendo
demorar em torno de seis meses".
O longo caminho dos testes in vitro até o medicamento
(Disponível em www.comciencia.br)
A corrida pela busca de cura de doenças, como o câncer,
muitas vezes leva pacientes e pesquisadores a acreditarem que um
resultado inicial positivo nas pesquisas poderá chegar à
cura de doenças mais cedo do que a longa trajetória
que um composto terá pela frente antes de se tornar comercilamente
discponível. Segundo André Moraes, Presidente da Sociedade
Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), "na área
do desenvolvimento de novos compostos para o combate ao câncer,
as drogas mais modernas que temos hoje demoram cerca de 10 a 12
anos de desenvolvimento para alcançarem a indicação
e uso clínico corriqueiro". Isto porque o desenvolvimento
de um composto terapêutico precisa passar pelas fases pré-clínicas
de identificação dos compostos ativos, purificação,
produção, testes de inibição de crescimento
de tumor in vitro e testes de tolerância e toxicidade in vivo em animais.
Moraes explica que após cumpridas todas estas etapas, é
que se procede as chamadas fases clínicas, a saber : Fase
I: determinação da dose máxima tolerada (MTD);
Fase II: Testes de eficiência nos diversos tipos de tumores;
Fase III: estudos comparando o novo composto com os resultados dos
demais já existentes para o mesmo fim, para se alcançar,
por último, a indicação do composto para uso
terapêutico.
Em relação às combinações de
ervas e raízes que fazem parte da cultura popular e se difundem,
principalmente, por serem alternativas mais naturais para o tratamento
de males com maior índice de mortalidade, Moraes acredita
que "não podemos esquecer que estes dados, assim chamados
"folclóricos", sempre contribuíram para
o desenvolvimento farmacológico, e inúmeros são
os exemplos dos medicamentos desenvolvidos a partir destes conhecimentos".
O trabalho da ciência nesses casos é o de identificar
entre as substâncias que compõem estas "fórmulas",
qual são as responsáveis pelo resultado terapêutico,
purificar, classificar quimicamente, reproduzir, testar e concentrar
de forma a atingir os objetivos terapêuticos desejados, como
está sendo feito pela equipe da Unesp de Araraquara. Moraes
conclui que, mesmo assim, não é aconselhável
que se utilize essas "receitas populares" para tratamentos
não experimentados com rigor científico, assim garante-se
que os usuários tenham acesso seguro aos possíveis
benefícios. Este foi o caso da babosa (Aloe vera),
que em 1997 virou o grande milagre na cura do câncer com o
livro de Frei Romano Zago "O Câncer tem Cura" (Ed.
Vozes). Embora a planta esteja sendo testada em humanos, sua eficiência
ainda não foi comprovada.
Orvig concluiu os testes em laboratório e em camundongos. Os testes em humanos já estão sendo executados. "Já verificamos, numa primeira fase de testes em humanos, que os complexos de vanádio que estamos estudando não são tóxicos. Até o final deste ano pretendemos concluir a segunda fase dos testes em humanos, comparando as dosagens" disse o pesquisador acrescentando que em uma terceira fase, os testes devem ser feitos em milhares de pessoas em países de todo o mundo, com duração superior a 3 anos.

Síntese de proteínas pode levar a novos medicamentos
(Disponível em www.comciencia.br)
Depois dos avanços no seqüenciamento de genomas de plantas
e animais, vem crescendo no campo das biotecnologias a demanda por
estudos ligados ao "proteoma", que pretendem determinar
a composição, estrutura e funções de
todas as proteínas. A tese de doutorado "Caracterização
e seqüenciamento de peptídios e proteínas por
espectrometria de massa", por exemplo, defendida no dia 11
de fevereiro por Ricardo Bastos Cunha, na Universidade de Brasília
(UnB), contribuiu para estudos de cinco laboratórios do país
e pode levar à produção de novos medicamentos.
Em sua pesquisa, Cunha determinou a seqüência completa
de um peptídio da anêmona marinha Bunodosoma cargicum,
caracterizado como uma toxina que estimula fortemente a contração
do músculo cardíaco em mamíferos e que pode
futuramente ser usada no tratamento de epilepsia. Dois artigos sobre
esse estudo foram publicados no Brazilian Journal of Medical and
Biological Research, e outro será publicado em breve no Archives
of Biochemistry and Biophysics.
Outro peptídio da mesma anêmona teve a sua seqüência
quase completamente determinada pela espectrometria de massa, sendo
caracterizado como uma toxina do mesmo tipo que a do peptídio
que teve o seqüenciamento completo, por eles possuírem
seqüências similares. Esta outra toxina possui uma atividade
chamada de ansiolítica, que reduz a ansiedade. "A determinação
de sua estrutura primária pode servir de subsídio
para o desenvolvimento de uma nova droga ansiolítica [anti-stress],
alternativamente às que já existem no mercado",
diz o pesquisador. "Dado que o stress é hoje uma das
principais causas de doenças nas pessoas, uma droga ansiolítica
é de extrema utilidade para a saúde pública",
acredita.
Segundo o pesquisador, a espectrometria de massa também permitiu
caracterizar um peptídio da pele da rã brasileira Leptodactylus pentadactylus, que tem potente atividade inflamatória.
Este peptídio apresentou similaridade de seqüência
com peptídios antimicrobianos da pele de outras espécies
de rã. "Seu estudo pode servir tanto para o desenvolvimento
de antídotos aos efeitos da exposição à
secreção cutânea da rã quanto para o
desenvolvimento de novas drogas ligadas à ação
inflamatória", explica.
Cunha caracterizou, ainda, uma proteína extraída do
veneno da aranha marrom Loxosceles gacho, comum no sudeste
do país. A picada dessa aranha causa uma lesão dermonecrótica,
ou seja, provoca a formação de feridas na pele, e
pode causar outros efeitos mais graves que levam a pessoa à
morte. "A proteína do veneno é a principal responsável
pelos casos de loxoscelismo, principalmente no estado de São
Paulo", conta. O estudo sobre a caracterização
dessa proteína, que será publicado no Journal of Protein
Chemistry, poderá contribuir para o desenvolvimento de um
anti-soro (ou antídoto) para o veneno da aranha.

Espectrômetro
de massa. Foto: Ricardo B. Cunha
Medalha Pannain 2003
Colegas,
O Sindicato dos Odontologistas de São Paulo anualmente outorga
um Diploma e a medalha de Honra ao Mérito chamada "Medalha
Dr. Luiz César Pannain" aos profissionais que tenham
se destacado em suas especialidades. As Associações
de Especialidade convidadas,são as responsáveis pela
indicação de nomes, que são levados junto com
seus CV à apreciação da Comissão responsável
pela outorga. Ano passado pela primeira vez a Estomatologia foi
incluída entre as especialidades contempladas e a Diretoria
da SOBEP àquela época, após consultas informais
indicou o nome do atual Presidente. Neste ano, a Diretoria da SOBEP
está sendo solicitada novamente a indicar um nome. Gostaríamos
de, ao invés de fazer uma consulta informal como foi feito
ano passado pela premência de tempo, consultar o quadro social.
Neste sentido solicitamos que quem desejar indicar o nome de algum
colega Estomatologista que considere para esta premiação
que o encaminhe para a Secretaria da SOBEP.
Atlas de Doenças da Boca da SOBEP
Encontra-se em fase de implementação o Atlas de doença
da Boca da SOBEP, para o qual os associados poderão contribuir
com seus casos clínicos. Dia 19/03/03 a diretoria da Sobe
se reunirá para a discussão final das normas do mesmo,
que posteriormente serão divulgadas por este veículo.
Indicador profissional da Sobe
Existe um espaço na Home page da Sobe para o cadastro de
profissionais, chamado indicador profissional. Nesta área
podemos encontrar profissionais nas mais variadas localizações,
desta forma temos meios para entrar em contato com os mesmos, caso
seja necessário. Inclua você também suas informações
no site da Sobep.