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  Diagnósticos
 
Caso 001/07 - Lesão Central de Células Gigantes

Caso 001/07 - 6/02/2007
Caso da mandíbula - Dr. André Caroli
Diagnóstico Final:
Lesão central de células gigantes

Comentários do Autor

 

A característica que mais me chamou a atenção neste caso foi o aspecto radiográfico. Sabemos que a lesão central de células gigantes pode produzir material calcificado, mas nesta situação a quantidade foi bastante expressiva. Na radiografia panorâmica, as calcificações formam um aspecto de “raios de sol” na porção alveolar, já na radiografia oclusal, simula muito um aspecto de fibroma ossificante central.

A paciente foi encaminhada com diagnóstico estabelecido de LCCG e histórico de sangramento abundante durante e após a biópsia incisional. Em vista disto, foi realizada embolização da lesão 48 horas antes da intervenção cirúrgica. Isto explica as áreas de necrose presentes em alguns cortes histológicos.

O tratamento consistiu de exérese da lesão por acesso intra-oral e curetagem da loja cirúrgica. Controle pós-operatório de 1 ano evidenciou reparação mandibular satisfatória. (foto1).

 

Embolização Arterial:

 

A embolização neste caso foi usada como um método adjuvante para controle do sangramento trans-operatório. A técnica é indicada nas intervenções em lesões vasculares (especialmente arteriais) e hipervascularizadas.

O procedimento é realizado por um médico especialista em radiologia vascular intervencionista. Para realização da embolização é necessária uma arteriografia seletiva dos ramos da artéria carótida externa via artéria femural. O material de embolização é injetado através do catéter seletivamente no(s) vaso(s) que nutre(m) a lesão. Posteriormente, deve-se repetir a arteriografia para a visualização das mudanças na circulação. A embolização oblitera a microcirculação tumoral.

Os materiais embolizantes podem ser agentes particulados ou fluido-particulados e podem ser absorvíveis (transitórios) e não-absorvíveis (permanentes). O tamanho das prrtículas é escolhido de acordo com o tamanho dos vasos a serem ocluídos e com a quantidade de penetração desejável dentro da microcirculação. No caso apresentado, utilizou-se o PVA (polivinil álcool).

As complicações associadas ao uso da embolização arterial podem ser previsíveis: dor, trismo, paralisia temporária dos nervos cranianos ou imprevisíveis: necrose de pele, paralisia permanente dos nervos cranianos, acidente vásculo-cerebral, cegueira e morte. A taxa de complicações neurológicas permanentes é de 1%. Desta maneira, a indicação do procedimento deve ser precisa, ou seja, quando os benefícios superarem os riscos.

 

 

Foto 1 : 1 ano de pós operatório

Foto 2: arteriografia pré-embolização

 

Foto 3: arteriografia pós-embolização

________________________________________________________

Paciente do sexo feminino, 17 anos, feoderma, compareceu com queixa de aumento de volume e leve sintomatologia dolorosa em mandíbula com tempo de evolução referido de 1 ano.

Paciente saudável, sem histórico de antecedentes individuais e hereditários relevantes.

Ao exame físico notava-se lesão expansiva de corpo mandibular direito, emergindo em rebordo alveolar, causando deslocamento dental e entrando em contato oclusal com dentes antagonistas.

  



Resultado:




Diagnósticos Sugeridos:

 A imagem em menor aumento mostra áreas sugestivas da presença de células gigantes, portanto creio ser necessário maior aumento desta área. Concordo com a Dra Cláudia sobre a possibilidade de lesão central de células gigantes.
Nome:Fabio Pires
Data:8/3/2007 06:34:52

 Analisando as características clínicas, imaginológicas e histopatológicas, sugerimos as seguintes hipóteses diagnósticas: 1. Cisto Ósseo Aneurismático variante SÓLIDA, 2. Fibroma Ossificante Central, 3. Lesão Central de Células Gigantes. No entanto, é muito importante considerar a possibilidade de apresentação simultânea destas entidades. Adicionalmente, a avaliação cuidadosa de áreas predominantes é crucial para o diagnóstico final desta lesão.
Nome:Anônimo Estação
Data:7/3/2007 22:36:44

 considerando o padrão histológico, particularmente a primeira figura em menor aumento, eu manteria a hipótese de LESÃO CENTRAL DE CÉLULAS GIGANTES.
Nome:Cláudia Maria Navarro - Serviço de Medicina Bucal - UNESP, Araraquara
Data:7/3/2007 15:32:46

 Lesão central de células gigantes
Nome:Luana Vasconcelos
Data:7/3/2007 12:16:43

 As fotos microscópicas não me ajudaram muito. A primeira parece ter um grande número de células gigantes e necrose. Mantenho os diagnósticos de lesão de células gigantes e osteossarcoma.
Nome:Fábio Alves
Data:7/3/2007 07:54:55

 
Nome:Fábi o
Data:7/3/2007 07:49:11

 Mixoma
Nome:Celina Faig Lima
Data:5/3/2007 15:07:48

 Lesão central de células gigantes
Nome:Roberia Figueiredo
Data:4/3/2007 09:00:06

 Com o somatório das características clínicas, imaginológicas e da história da lesão pensamos em lesão benigna, e como principais hipóteses fibroma ossificante central juvenil, osteomielite crônica primária, displasia fibrosa e lesão central de células gigantes. Radiograficamente a lesão é mista, medindo aproximadamente 5X4cm (provável, considerando a ampliação da imagem no site). Observa-se entremeado de áreas radiolúcidas e radiopacas, que expandiu o osso para a vestibular, mas as corticais basal e lingual foram preservadas. O aspecto radiográfico é de lesão benigna. Os cortes tomográficos nos sugerem uma lesão osteogênica, o que torna menos prováveis os diagnósticos de lesão central de células gigantes e ameloblastoma.
Nome:Anônimo
Data:3/3/2007 18:04:38

 Fibroma ossificante juvenil
Nome:Rivail
Data:1/3/2007 20:55:39

 Tumor de Pindborg
Nome:Rubens Gonçalves Teixeira
Data:28/2/2007 18:50:50

 Tumor de Pindborg
Nome:Rubens Gonçalves Teixeira
Data:28/2/2007 18:50:49

 HD: Lesão Periferiferica/central de células gigantes; Ameloblastoma
Nome:Luis Antonio de Assis Taveira
Data:26/2/2007 18:11:56

 Lesão central de células gigantes X Fibroma ossificante (central) X osteossarcoma e rabmiossarcoma
Nome:Luiz Alexandre Thomaz
Data:26/2/2007 17:58:51

 1a. HD seria de Lesão central de células gigantes. Entretanto, mesmo com o tempo de evolução longo, idade precoce e preservação de corticais, pensei também em osteossarcoma.
Nome:Fábio Alves
Data:26/2/2007 15:20:17

 Com base nos dados de exame-clínico anamnésico e exames por imagens, minhas hipóteses são: granuloma de células gigantes central e ameloblastoma
Nome:Ana Carolina Fragoso Motta
Data:26/2/2007 08:12:46

 De acordo com aspecos clínicos e imaginológicos meu primeiro diagnóstico seria lesão central de células gigantes.
Nome:Adriana Terezinha Alves
Data:25/2/2007 19:02:24

 De acordo com aspecos clínicos e imaginológicos meu primeiro diagnóstico seria lesão central de células gigantes.
Nome:
Data:25/2/2007 19:01:09

 Pela evolução lenta e o aspecto radiográfico sem rompimento das corticais, trata-se de uma lesão benigna. Minhas hipóteses diagnósticas são de Mixoma odontogênico ou Ameloblastoma, principalmente pelo deslocamento dentário. Só fazendo uma biópsia e o resultado do histopatológico nos mostraria o diagnóstico específico.
Nome:Rafael Bezerra Ribeiro
Data:24/2/2007 23:52:44

 HD 1. Fibroma Ossificante HD 2. LCCG
Nome:Luiz Carlos Oliveira
Data:24/2/2007 22:10:58

 Fibroma ossificante juvenil e granuloma Central de células gigantes são minhas hipóteses
Nome:Paulo de Camargo Moraes
Data:24/2/2007 22:05:38

 O aspecto radiográfico não me parece propriamente radiolúcido multilocular, e sim misto com áreas de neo-formação óssea. Com este achado consideraria ainda mais a possibilidade de uma lesão central de células gigantes e agregaria a possibilidade de uma lesão fibro-óssea benigna (fibroma cemento-ossificante - juvenil? agressivo?).
Nome:Fábio Pires
Data:24/2/2007 16:59:34

 Pelo aspecto radiográfico multilocular e por ser expansiva na mandibula, creio eu que seja um ameloblastoma, porem um exame histopatológico seria melhor pra naum restar duvidas com um granuloma central de celulas gigantes
Nome:Ronielle Pinheiro de Queiroz
Data:24/2/2007 15:57:28

 Exame radiográfico seria muito importante para hipotese diagnóstica. Pela imgem há uma assimetiria facial e pela historia evolução clinica favorece lesão benigna. Hipoteses diagnosticas: lesão central de celulas gigantes, amelobastoma, mas nao excluiria neoplasia maligna como sarcoma
Nome:Eliana Minicucci - Grupo Integrado de Estomatologia - UNESP-Btu
Data:22/2/2007 11:34:36

 Ameloblastoma ou Lesão Central de Células Gigantes.
Nome:Cristiano Cardoso de Carvalho (Joinville-SC)
Data:15/2/2007 05:50:05

 Com base no relato, apenas posso AMELOBLASTOMA (a radiografia ajudaria a definir se é periférico ou central com exteriorização); pensei também em LINFOMA, mas a evolucão seria talvez mais rápida, e a expressão "paciente saudável" me faz pensar que o hemograma não apresentava qq. alteração. LESÃO CENTRAL DE CÉLULAS GIGANTES seria uma outra hipótese.
Nome:Cláudia
Data:14/2/2007 23:24:14

 Exame de imagens ajudariam a construir a hipótese diagnóstica, mas vamos lá: lesão (periférica ou central aflorando) de células gigantes X granuloma piogênico X ameloblastoma seriam meus primeiros pensamentos. Abraço aos colegas!
Nome:Juliana
Data:12/2/2007 19:25:53

 Os exames de imagem por certo são importantes para o caso, entretanto os dados sócio-demográficos, da história clínica e as imagens extra e intra-bucais parecem sugerir em primeiro lugar um processo benigno, eventualmente reacional. Nessa linha, consideraríamos um granuloma piogênico ou uma lesão de células gigantes (periférica? central?). O aspecto clínico avermelhado poderia sugerir ainda as angiomatoses, entretanto esperaríamos episódios de sangramento na história. Incluiríamos também as lesões tumorais benignas que podem apresentar comportamento clínico localmente agressivo, na linha das fibromatoses e dos miofibromas, em especial pela idade da paciente. Pela localização anatômica, as lesões odontogênicas poderiam ser consideradas, em especial as periféricas (ameloblastoma?), mas eventualmente também as centrais exteriorizando-se. Com este aspecto clínico, mesmo com a evolução de 1 ano, poderíamos também considerar a possibilidade de neoplasias malignas, em especial os linfomas e os sarcomas (rabdomiossarcoma? fibrossarcoma?).
Nome:Alunos de especialização em Estomatologia UNESA + Fábio Pires
Data:11/2/2007 21:17:44

 granuloma piogênico X lesão de células gigantes
Nome:vania loureiro
Data:11/2/2007 19:14:31

 1. necessidade de imagem radiográfica 2. como primeira hipótese diria que é uma lesão de células gigantes. No entanto, a imagem clínica agressiva pode me fazer pensar em sarcoma
Nome:maria cristina munerato
Data:11/2/2007 15:55:06

 Câncer.
Nome:Paulo Marconi
Data:11/2/2007 12:26:25

 Lesão de células gigante , ameloblastoma periférico, processo proliferativo não neoplásico??? O exame radiográfico favoreceria quanto a hipóteses diagnósticas
Nome:Rosa Maria Maia
Data:10/2/2007 11:09:13

 exames radiograficos ajudariam melhor a esclarecer aspectos da lesão...entretanto, apenas com estas informações clínicas, que exibem lesão de aspecto hemorrágico, moriforme, entretanto, sem ulceração evidente...acho tratar-se de uma lesão de células gigantes, embora não descarte um linfoma ou granuloma piogênico.
Nome:george nascimento
Data:8/2/2007 16:12:49

 1.Lesão de células gigantes. 2. Ameloblastoma periférico.
Nome:Elaine Carvalho
Data:8/2/2007 13:23:01

 Pelas imagnes apresentadas está evidente uma assimetria facial do lado direito provavelmente em corpo da mandibula. É fundamental para estabelecer um diagnóstico mais próximo do diagnóstico final a adição de imagens radiográficas. Lesão com mais de 1 ano de evolução favorece o diagnóstico clinico de uma lesão benigna. O aspecto clinico sugere lesão de natureza inflamatória, entretanto, não se pode excluir neoplasias tanto benignas quanto malignas para a lesão. Hipoteses de diagnóstico: Lesão Central de Células Gigantes; Ambeloblastoma; Processo proliferativo não neoplásico e porque não neoplasia maligna. (Linfoma? Sarcoma?)
Nome:Elismauro Francisco de Mendonça
Data:8/2/2007 12:06:35

 Alguns dados relevantes em relação ao provável diagnóstico: sexo feminino, idade, localização posterior na mandíbula a partir do rebordo gengival, tempo de evolução (1 ano), deslocamento dentário, ausência de sangramento apesar das áreas de edentação e pouca sintomatologia álgica, sugerem fortemente um diagnóstico de granuloma de células gigantes. No entanto, não deve ser descartada a possibilidade de ameloblastoma periférico. A condição de saúde bucal pouco satisfatória nos remete a pensar em granuloma piogênico embora bem menos provável que as hipóteses anteriores.
Nome:André Leonardo
Data:7/2/2007 18:41:20